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O HOMEM MAIS RICO DA
BABILÔNIA
George S. Clason
Ediouro
1997
A nossa frente estende-se o futuro como uma estrada que se perde na distância. Ao longo dela há ambições que queremos realizar…
desejos que queremos satisfazer.
Para ver concretizadas essas ambições e desejos, precisamos ser bem-sucedidos em relação ao dinheiro. Use os princípios
financeiros apresentados nas páginas que se seguem. Deixe que eles o tirem das dificuldades acarretadas por uma carteira
vazia e lhe proporcionem a vida plena e feliz que uma carteira cheia pode tornar possível.
Como a lei da gravidade, esses princípios são universais e imutáveis. Espero que lhe propiciem, como o fizeram
para muitos outros, os meios eficazes para uma carteira cheia, uma bela conta bancária e um satisfatório progresso
financeiro.
O Autor e Seu Livro
GEORGE SAMUEL CLASON nasceu em Louisiana, Missouri, em 7 de novembro de 1874. Freqüentou a
University of Nebraska e serviu no exército americano durante a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos.
Começando uma longa carreira no mundo editorial, fundou a Clason Map Company of Denver, Colorado, e
publicou o primeiro atlas rodoviário dos Estados Unidos e do Canadá. Em 1926, lançou o primeiro de uma
série de panfletos sobre economia e sucessos financeiros, usando parábolas ambientadas na antiga
Babilônia para ilustrar suas lições. Tais panfletos eram distribuídos em grandes quantidades pelos bancos,
companhias de seguros e empregadores e tornaram-se familiares a milhões de pessoas, o mais famoso
sendo O homem mais rico da Babilônia, a parábola-título deste livro. Estas “parábolas babilônicas” tornaram-
se um clássico moderno entre os livros de auto-ajuda.
Prefácio
NOSSA PROSPERIDADE como nação depende de nossa prosperidade
financeira como indivíduos.
Este livro lida com o sucesso de cada um de nós. Sucesso quer dizer realizações
como o resultado de nossos próprios esforços e aptidões. Uma preparação
adequada é a chave para o sucesso. Nossos atos podem não ser tão criteriosos
quanto nossos pensamentos. Nosso modo de pensar pode não ser tão judicioso
quanto nossa compreensão.
Este livro, que apresenta soluções para a falta de dinheiro, tem sido
considerado um guia para o entendimento financeiro. Seu propósito é realmente
este: oferecer àqueles que ambicionam o sucesso financeiro um insight que os
ajudará a ganhar dinheiro, poupá-lo e fazer com seus lucros ainda mais dinheiro.
Nas páginas seguintes voltamos no tempo à Babilônia, o berço onde foram
alimentados os princípios básicos de finanças agora reconhecidos e usados no
mundo inteiro.
O autor sente-se feliz em estender a seus novos leitores o desejo de que estas
páginas possam conter para eles a mesma inspiração para o crescimento da conta
bancária, sucessos financeiros estrondosos e a solução de problemas pessoais
com o dinheiro tão entusiasticamente relatados por leitores de costa a costa dos
Estados Unidos.
A todos os homens de negócios que distribuíram estas narrativas em tão
generosas quantidades a amigos, parentes, em- pregados e associados, o autor
aproveita a oportunidade para expressar-lhes sua gratidão. Nenhum respaldo
pode ser mais valioso do que o desses homens práticos que apreciaram seus
ensinamentos, porque eles, por si mesmos, conseguiram importantes êxitos ao
aplicar os princípios verdadeiros que o presente livro defende.
A Babilônia tornou-se a cidade mais opulenta do mundo antigo porque seus
cidadãos eram o povo mais rico de sua época. Eles sabiam estimar o valor do
dinheiro e praticavam princípios financeiros saudáveis na aquisição de dinheiro,
na idéia de poupá-lo e de fazer com que suas economias produzissem mais
dinheiro ainda. Conseguiam para si mesmos o que todos nós hoje desejamos…
uma renda para o futuro.
G. S. C.
O dinheiro é o meio através do qual se avalia o sucesso terreno.
O dinheiro torna possível o gozo das melhores coisas que a terra pode oferecer.
O dinheiro é abundante para aqueles que compreendem as leis simples que governam
sua aquisição.
O dinheiro é hoje governado pelas mesmas leis que o controlavam quando, há seis mil anos,
homens prósperos enchiam as ruas da Babilônia.
O homem que desejava ouro
BANSIR, o fabricante de carruagens da Babilônia, achava-se completamente
desanimado. Sentado no muro baixo que cercava sua propriedade, contemplava com
tristeza a habitação humilde e a oficina aberta onde se podia ver uma carruagem em
fase de acabamento.
De tempos em tempos, a esposa surgia na porta da casa. O olhar furtivo que
lhe endereçava nesses momentos lembrava-o de que a despensa estava quase vazia
e que ele devia estar trabalhando para terminar o serviço encomendado,
martelando aqui, cortando ali, lixando e pintando, esticando o couro para forrar os
aros das rodas, em suma, preparando o veículo para a entrega, a fim de que
pudesse receber o pagamento de seu rico cliente.
Não obstante, seu corpo robusto e musculoso permanecia apaticamente sobre
o muro. Seu raciocínio lento ocupava-se com um problema cuja resposta não
conseguia encontrar. O sol abrasador, tão comum no vale do Eufrates, castigava-
o sem contemplação. Gotas de suor formavam-se acima de suas sobrancelhas e
pingavam despercebidas para se perderem na mata cerrada de seu peito.
Além de sua casa, erguiam-se as altas muralhas em terrapleno que cercavam o
palácio do rei. Próximo, espetando o céu azul, ficava a colorida torre do Templo
de Bel. À sombra de tanta
grandeza achava-se sua moradia e tantas outras muito menos limpas e bem-
cuidadas. A Babilônia era assim — uma mistura de grandeza e miséria, de
riqueza ostentatória e mendicidade, tudo convivendo sem plano ou sistema
dentro das muralhas protetoras da cidade.
Atrás dele, se apenas tivesse o cuidado de voltar-se e olhar, as barulhentas
carruagens do rico passavam aos solavancos e obrigavam a sair do caminho
tanto o comerciante de sandálias quanto os mendigos de pés descalços. Até o
rico era forçado a buscar a sarjeta para dar passagem às longas filas de
escravos carregadores de água, todos a serviço do rei, cada qual transportando
pesados sacos de pele de cabra cheios d ‘água para regar os jardins suspensos.
Bansir achava-se muito absorvido por seu próprio problema para ouvir ou
prestar atenção ao confuso burburinho da atarefada cidade. Foi uma repentina
sucessão de acordes de uma lira familiar que o arrancou ao devaneio. Ele virou
a cabeça e deu de cara com o rosto delicado e sorridente de seu melhor amigo
— Kobbi, o músico.
— Possam os deuses abençoá-lo com grande generosidade, meu bom amigo
— começou Kobbi, numa saudação rebuscada.
— Entretanto, parece que já o fizeram, pois não o vejo entregue ao trabalho.
Regozijo-me com você por sua boa sorte. Mais ainda, gostaria de compartilhar
isso com você. Por favor, dessa sua bolsa que deve estar abarrotada, pois do
contrário você se encontraria na oficina, me empreste dois humildes siclos, que
devolverei logo após o banquete dos nobres esta noite. Você não chegará a sentir a
falta deles.
— Se eu tivesse dois siclos — respondeu Bansir, melancolicamente —, não
poderia emprestá-los a ninguém, nem mesmo a você, que é o meu melhor amigo;
pois eles constituiriam minha fortuna, toda a minha fortuna. Ninguém empresta o
único dinheiro que possui, nem mesmo para o melhor amigo.
— O quê!? — exclamou Kobbi, realmente surpreso. — Não tem um único siclo na
algibeira, e fica postado como uma estátua sobre este muro! Por que não terminou
a carruagem? Como pode sustentar o seu raro apetite? Isso não é normal em você,
meu amigo. Onde está sua inesgotável energia? Alguma coisa aconteceu com você?
Trouxeram-lhe os deuses algum infortúnio?
— Deve ser mesmo um tormento dos deuses — disse Bansir, concordando. —
Tudo começou com um sonho, um sonho sem sentido onde me via como um homem
de posses. De meu cinturão pendia um belo saco, pesado de tanta moeda. Dali
retirava punhados de siclos, que eu lançava, com uma liberalidade descuidosa,
aos mendigos; havia moedas de prata com que eu comprava presentes para a
esposa e o que bem desejasse para mim mesmo; havia moedas de ouro que me
tranqüilizavam quanto ao futuro e me deixavam sem medo de gastar à vontade as
moedas de prata. Uma sensação magnífica de contentamento enchia o meu peito!
Você não teria reconhecido o seu velho e diligente amigo. Como não teria
reconhecido minha mulher, com suas faces saudavelmente rosadas e sem rugas.
Ela era novamente a mocinha sorridente de nossos primeiros anos de casados.
— Um sonho agradável, sem dúvida — comentou Kobbi —, mas por que
deveriam essas sensações tão prazerosas deixá-lo apático e deprimido como
agora?
— Por que, realmente! Porque, quando acordei e me lembrei de que não tinha um
centavo sequer, um sentimento de revolta tomou conta de mim. Vamos conversar
um pouco sobre isso, pois, como dizem os marinheiros, estamos no mesmo barco,
nós dois. Quando meninos, fomos juntos aos sacerdotes do Templo buscar
sabedoria. Na juventude, divertimo-nos um bocado. Gomo homens feitos,
mantivemo-nos amigos íntimos. Temos sido de algum modo súditos conformados.
Temos nos contentado…





